Exploração de Recursos Minerais no Concelho de Vieira do Minho

Exploração de Recursos Minerais no Concelho de Vieira do Minho

A Fortescue Metals Group Exploration Pty Ltd., requereu no dia 15 de Março de 2019 a atribuição de direitos de prospecção e pesquisa de depósitos minerais de ouro, prata, chumbo, zinco cobre, lítio, tungsténio, estanho e outros depósitos minerais ferrosos e minerais metálicos associados, numa área denominada “Viso”, localizada no concelho de Vieira do Minho, Montalegre, Cabeceiras de Bastos e Fafe.

Foram publicados em Diário da República, no dia 16 de Março, dois avisos através Direcção Geral de Energia e Geologia nomeadamente os avisos 6518/2019 e 6133/2019, onde a Fortescue Metals Group Exploration requereu a atribuição de direitos de prospecção e pesquisa de depósitos minerais como o lítio, tungsténio, entre outros.

Os anúncios são para as áreas denominadas “Cruto” (99,1 km2, localizados no concelhos de Braga, Barcelos e Vila Verde), “Fojo” (74,7 km2, nos concelhos de Melgaço, Monção e Arcos de Valdevez), “Viso” (133,3 km2, em Vieira do Minho, Montalegre, Cabeceiras de Bastos, Fafe); “Calvo” (375,2 km2, nos concelhos de Almeida, Pinhel e Figueira de Castelo Rodrigo), “Crespo” (189,6 km2, em Idanha-a-Nova) e “Nave” (308,5 km2, nos concelhos de Guarda, Almeida e Sabugal).

As emissões de partículas em suspensão constituem o poluente de maior relevo, a par do ruído e das escorrências que contaminarão os cursos de água. A escavação e a remoção de milhões de toneladas de minério por ano, apenas a centenas de metros de distância de várias localidades do concelho, terão como consequência inevitável a poluição do ar e dos recursos hídricos. As emissões de poeiras compostas, entre outros, por sílica, podem provocar doenças respiratórias.

 

A contestação da população tem-se sentido um pouco por todo o lado já que a vida destas populações tornar-se-à um inferno 24 horas por dia todo o ano, os sistemas ecológicos e os sistemas produtivos locais seriam gravemente afectados pela exploração mineira de grande dimensão. Esta realidade é escondida na sugestiva campanha publicitária para o lítio português que abasteceria um mercado europeu de baterias de Iões-LI para carros eléctricos. De facto, os custos ambientais da extracção do lítio não permitem dizer que se trata de uma tecnologia limpa. É altamente consumidora de água, energia, espaços naturais, e é altamente poluente. Os riscos ambientais e sociais são elevados.